O Batismo é necessário?

Encontro quase todos os dias pessoas nominalmente cristãs que possuem pouca ou nenhuma consideração pelos Sacramentos. Deste descaso não escapa sequer o Batismo. Não me surpreende, pois creio que isso é fruto de uma teologia que tem, ao longo de vários séculos, tentado esvaziar os Sacramentos de seu valor espiritual.

Por mais importante que seja um símbolo, ele pode ser descartado, ou se tornar opcional. Pense no símbolo cristão do peixe. Por mais importante que tenha sido para a Igreja primitiva, a maioria dos cristãos hoje não o utiliza, apesar de seu valor histórico. Isso torna o cristianismo de hoje diferente do primitivo? Não, pois um símbolo pode ser passageiro. Assim, quando algumas teologias transformam os Sacramentos em algo apenas simbólico, destroem, talvez sem perceberem, o valor real deles para a vida da Igreja. Contudo, se os Sacramentos são apenas simbólicos, de fato poder sem descartados, alterados, as vezes esquecidos.

Por outro lado, também costumo ver pessoas que se surpreendem quando abordo esse assunto, e exclamam: “Você quer dizer que o Batismo é necessário?”. Sim, eu quero dizer exatamente isso. Confesso que também já fui daqueles que possuem um baixo conceito dos Sacramentos, até que passagens bíblicas como as que cito logo abaixo me converteram:

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura. Aquele que crer e for batizado será salvo; o que não crer será condenado” (Mc 16:15, 16).

“Ouvindo isto, eles sentiram o coração transpassado e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Irmãos, que devemos fazer? Respondeu-lhes, Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para a remissão dos vossos pecados. E então recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos2:37, 38).

“E agora, que estás esperando? Recebe o batismo e lava-te dos teus pecados, invocando o seu nome” (Atos 22: 16).

“Ou não sabeis que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus, é na sua morte que fomos batizados? Portanto pelo Batismo nós fomos sepultados com Ele na morte para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos vida nova” (Romanos 6: 3,4).

“Aquilo que lhe corresponde [à Arca de Noé, v. 20] é o Batismo que agora vos salva, não aquele que consiste em uma remoção da imundice do corpo, mas em um compromisso solene de uma boa consciência para com Deus pela ressurreição de Jesus Cristo” (I Pedro 3:21).

Quando olhamos como a Bíblia descreve o valor do Batismo, observamos que não se pode reduzir o mesmo a um símbolo, ainda que ele também seja representativo de realidades espirituais.

Os 39 Artigos de Religião, documento doutrinário e histórico do anglicanismo da Reforma, assim ensinam: “O Batismo não só é um sinal de profissão e marca de diferença, com que se distinguem os Cristãos dos que o não são, mas também um sinal de Regeneração ou Nascimento novo, pelo qual, como por instrumento, os que recebem o Batismo devidamente, são enxertados na Igreja; as promessas da remissão dos pecados, e da nossa adoção como filhos de Deus pelo Espírito Santo, são visivelmente marcadas e seladas, a Fé é confirmada, e a Graça aumentada por virtude da oração de Deus”. Ensinamos, portanto, que o Batismo é necessário.

Aproveite para ler também os seguintes estudos:

Os 39 Artigos de Religião e a salvação monergista.

Redescobrir o Antigo Evangelho.

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